Resumo |
Inteligência de mãe derruba uma antiga crença que até então parecia incontestável: a de que, ao dar à luz, as mulheres ficam mais frágeis e dispersas e menos inteligentes. Após entrevistar médicos e mães, pesquisar dezenas de artigos científicos e, claro, passar pela experiência da maternidade, a jornalista Katherine Ellison é categórica: Ter bebês torna as mães mais espertas. Isso significa, em outras palavras, um aumento da percepção, da eficiência, da resiliência, da motivação e da inteligência emocional. “Do ponto de vista neurológico, ter um bebê é uma revolução para o cérebro”, diz um especialista em desenvolvimento cerebral da Universidade da Califórnia.
As atividades de mãe, os atos repetitivos da maternidade, as implacáveis multitarefas e as exigências emocionais, associadas a uma poderosa estimulação hormonal e a uma torrente de experiências sensoriais, podem literalmente dar nova forma ao cérebro, tornando-o um órgão mais complexo. Qualquer experiência de tontura temporária é tão-somente uma troca para um funcionamento melhor e mais eficiente do cérebro mais adiante.
A ciência se sobrepõe ao senso comum e aos estereótipos. Um dos estudos a que Katherine teve acesso mostra que a grande quantidade do hormônio estrogênio e cortisol no cérebro, no fim da gestação e no parto, tornam a mente mais ágil para cuidar do bebê. Além disso, a liberação de outro hormônio, ocitocina, na amamentação, reduz o estresse e aguça o olfato e a audição... |