| Resumo |
No presente livro, os leitores encontrarão também uma nova tradução dos cinco primeiros capítulos do"Gênese", sob o titulo: "A Cosmogonia de Moisés", que fiz baseando-me nos trabalhos de Fabred'Olivet e St. Yves d'Alveydre. Queiram fazer uma criteriosa comparação entre esta tradução e a versão vulgar que acham em qualquer Bíblia, para avaliarem a enorme diferença entre o sentido literal e o esotérico.
Moisés escreveu a sua obra em estilo simbólico, como era costume dos antigos iniciados. Ele deixou a compreensão do seu livro explicações orais que foram esquecidas, com pequenas exceções, elos exegetas posteriores; só alguns iniciados as conservaram.
Com o decorrer dos séculos, mudou-se o caráter da língua do povo hebreu, misturando-se com elementos estrangeiros, de maneira que, 600 anos antes da era cristã, os judeus não compreendiam mais a língua de Moisés, usando de um dialeto sírio-arameu. O conhecimento do verdadeiro sentido esotérico conservou-se somente entre os Essênios.
Também nas traduções posteriores não foi apresentado senão o sentido exterior da Bíblia, e assim aconteceu que a Cristandade recebeu e venera este livro, sem o compreender, porque os tradutores ignoram a verdadeira língua de Moisés.
A nossa tradução provará aos leitores que o verdadeiro texto da Bíblia é bem diferente do texto vulgare que Moisés, longe de ser um ignorante, como afirmam muitos cientistas por conhecerem somente as versões vulgares, foi um Mestre de grande saber.
FRANCISCO VALDOMIRO |