| Resumo |
Eu queria fazer um filme erótico e com muitas cenas de sexo, mas as ideias não vinham facilmente. Isso foi logo após as filmagens de "Elvis & Madona", no fim de 2008, quando eu estava completamente falido e sem dinheiro para terminar o filme. Entrei na rede para procurar contos desse gênero e, de cara, deparei com várias informações sobre um romance que poderia ser baixado de graça na internet.
O livro era "Sexo anal", de um novo escritor paulista chamado Luiz Biajoni. “Opa! Alguma coisa tem aí”, pensei. Transferi o livro em menos de dois minutos e li em duas ou três horas de uma sentada só. Caramba! Os personagens eram muito parecidos com os meus: gente comum, com contas pra pagar, sonhos pra realizar e todos meio filhos da puta. Gente como a gente, sabe?
Se você já viu o filme — ou quando o vir — vai perceber que as personagens são as mesmas, mas não iguais. A principal diferença entre nossas meninas é que as que estão nestas páginas são do Biajoni e refletem todo o processo de formação cultural, moral e ideológica de seu criador; e as da tela são minhas. Preciso confessar que senti algo estranho — talvez ciúmes de pai — quando notei essa sutileza, mas logo me dei conta de que Elvis, Madona, João Tripé, Pachecão, enfim, toda a prole já está bastante crescidinha e pode caminhar por rumos que não previ, o que, com orgulho de pai, espero que aconteça e me traga cada vez mais alegrias. - Marcelo Laffitte. |