| Resumo |
Publicado em 1937, vem despertando enorme interesse da crítica e dos leitores, o que atestam suas inúmeras reedições e a extensa bibliografia a respeito do livro, produzida pelos principais críticos literários do Brasil desde sua publicação até hoje. O narrador se propõe, no início, a contar as suas memórias, um livro sentimental, não um romance, mas lentamente o presente desliza para o primeiro plano e as memórias iniciais se transformam num “esboço de livro” para, então, ele se tornar um “diário”, que cobre pouco mais de um ano – 1935 – da vida de um amanuense, Belmiro.
Belmiro é um funcionário, solteiro, introvertido. O livro retrata sua vida cotidiana, as suas confissões, o seu mundo provinciano, o grupo de amigos, a rotina de um burocrata que procura seu ritmo. O livro nasceu em 1937, de uma crônica que Cyro dos Anjos escrevia para A Tribuna , de Belo Horizonte, sob o pseudônimo de Belmiro Borba. |